sexta-feira, 20 de maio de 2011

Caminhos...

Eu andava em um caminho lindo cheio de rosas cheirosas e belas. Mas a medida que eu encostava nelas, os espinhos me furavam as mãos. Assim, um dia notei o quanto minha mãos estavam calejadas, e que apesar da beleza e do cheiro das rosas, a ferida era cada vez pior e não curava. Então eu fui para outro caminho, este era ingrime, e o embalo da gravidade me fazia segui-lo. Aos poucos notei como aquele caminho novo era belo e só melhorava a cada passo. Só que em um certo ponto, ele passou de declive para aclive. E agora a força da gravidade era minha barreira. O problema é que eu via lá em cima que a subida valia a pena. Então segui em frente. Enquanto isso as feridas dos espinhos foram cicatrizando, porém, o cansaço da subida me distraiu da beleza do caminho. O caminho esperto percebeu, que já não era mais como antes, que o que ele me proporcionava estava sumindo pelo meu cansaço, e ele não queria esse peso de ver alguém caminhar com tanta dificuldade pelas suas trilhas. Quando dei por mim, me perdi, e o caminho não ajudou a me encontrar. Então notei, todos os caminhos tem suas dificuldades, basta saber trilha-los. E agora por mais que nem os espinhos, nem o cansaço fossem me barrar, eu já não sei mais caminhar. Talvez eu me perca um pouquinho, só pra variar....

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